História da Revoluçom Russa foi escrita por Trotsky em russo no seu desterro na ilha de Prinkipo, mar de Mármara, Turquia. Iniciada em 1929 –em Novembro Alexandra Ramm recebeu a primeira sinopse— e acabada em 29 de Junho de 1932, em que remete a Alexandra Ramm o derradeiro Apêndice que encerrava o terceiro volume. Aparece The History of the Russian Revolution vols. I-III, traduzida por Max Eastman, em Londres (1932-33).
A sua leitura é imprescindível nom apenas para qualquer comunista, quanto simplesmente para qualquer pessoa culta. É umha história de umha revoluçom escrita por um dos actores individuais principais do processo ("Se Lenine nom tivesse atingido chegar a Petrogrado em Abril de 1917, a Revoluçom nom teria lugar" escreveu Trotsky a Preobrazhensky. "Se eu nom tivesse estado presente em 1917 em Petrogrado, a Revoluçom de Outubro teria lugar de todos os modos –sempre e quando Lenine tivesse estado presente no posto demado—. Se nem Lenine nem eu tivéssemos estado em Petrogrado, nom teria havido Revoluçom de Outubro, a direcçom do Partido Bolchevique teria-o impedido, disto nom me cabe a menor dúvida" escreveu no seu Diário francês).
O autor fala do que viveu em momentos decisivos em postos decisivos. E por isso é umha obra única na literatura mundial. Apaixonadamente partidista é, a um tempo, implacavelmente rigorosa na sua objectividade. É um exemplo eminente da imprescindível unidade contraditória dos elementos objectivos e subjectivos num revolucionário.
O génio militar de Trotsky ( o que lhe permitira criar e levar à vitória o Exército Vermelho) brilha cá como nunca: para um bom chefe militar nada é mais necessário do que conseguir e manejar umha visom e umha compreensom realista do campo inimigo, umha visom da que se extirpa o optimismo infundado, a emoçom e a deformaçom dos factos.
Trotsky é rigorosamente objectivo ao estudar, analisar e descrever a realidade dos inimigos aos que apaixonadamente combateu na prática e combate ao relatá-la.
A História da Revoluçom Russa é, aliás, um genial exemplo de aplicaçom do materialismo histórico para a compreensom e análise de um processo. Se a nefasta burra da Marta Harnecker tivesse percebido, lendo esta História, o que é e como se aplica o materialismo histórico, doutro jeito lhes teria ido a ela e aos malpocados aos que desorientou com as barulhadas. Por apenas citar dous exemplos: 1) teria-se inteirado da "lei do desenvolvimento desigual e combinado" no capitalismo. 2) Teria podido penetra no muito complexo e fundamental estudo da dinámica dos processos da relaçom entre as classes e os partidos.
Por último, mas nom o menos importante, acontece que a História da Revoluçom Russa está maravilhosamente escrita. Trotsky é um estranho caso de um orador genial, magistral (Lunacharsky –ele próprio, orador eminente— dixo que era "o primeiro tribuno do seu tempo") que também é um grandíssimo escritor. Quem nom por acaso foi conhecido pola alcunha de A Pena. Como tanto parvo costuma dizer das obras difíceis bem escritas "lê-se como um romance".
Recomendamos aos internautas que "baixem" o texto que aqui publicamos (há um zip previsto para isso no final desta apresentaçom). E que o imprimam em papel porque terám (se nos figerem caso) que lê-la várias vezes. A primeira de um prolongado e único pulo, acuciados polo afám de seguir o fio da narraçom. As seguintes para mergulhar, anotar, estudar, tantos e tantos trechos que encerram ensinamentos chave. Recomendamos que se leia com ponta de feltro ou caneta na mao e que na primeira leitura se vaia só marcando nas margens sinais para guiar-se depois nas releituras.
A primeira traduçom ao castelhano (de Andrés Nin) apareceu em dous volumes de Editorial Cenit, Madrid, 1932. Mais tarde houvo umha outra ediçom dessa versom corrigida por Jorge Abelardo Ramos em Editorial Tilcara, Buenos Aires 1962-63. Em 1972 a Editorial Ruedo Ibérico, cujo labor realizado em França foi decisivo para a formaçom da oposiçom anti-franquista, tirou umha nova ediçom em três tomos (Paris, impresso em Alençom, 1972. 293, 304 e 430 páginas).
Esta ediçom de Ruedo Ibérico estivo a cargo de Juan Andrade e José Martínez. A traduçom do prólogo e dos capítulos 1 a 37, 40, 41, 44, 45 e Apêndice é a de Andrés Nin. A traduçom dos capítulos 38, 39, 42, 46. 47 e Conclusons é de Lucía González e Luís Pastor.
Em 1985 SARPE reproduziu essa ediçom na sua Biblioteca de História. Daí copiou José Julgaray, membro da REDE BASCA VERMELHA, este TOMO 1 para digitalizá-lo.
A REDE BASCA VERMELHA sente-se orgulhosa do trabalho realizado por José Julagaray, que nos permite hoje fazer a primeira ediçom em Internet do texto integral do Tomo 1 da História da Revoluçom Russa.
A REDE BASCA VERMELHA foi colocando na sua web e ligando à rede os capítulos à medida que José Julagaray os ia digitalizando. Essa paulatina ligaçom à rede dos capítulos aconselha que para fazer a leitura corrida do texto se passe de um capítulo ao seguinte calcando o título/ligaçom do capítulo seguinte que figura no final de cada capítulo